Entrevistas sobre a vida do Mestre Gato Preto ( José Gabriel Goes).

Entrevistas feitas pelo Dorado Cajueiro ( Bernardo Tinoco) entre 1999 e 2001 para realisar o livro de suas memorias ! Quem quizer saber mais sobre este grande mestre " Berimbau de ouro da Bahia", pode ouvir agora atravez de sua propria voz. Sao mais de 6h de gravaçoes, que começam no Rio de janeiro, no morro do galo, aonde eu morava e se terminam em Sao Bras, Santo Amaro da Purificaçao Bahia. Muitas das filosofias e historias que eu aprendi com o mestre estao aqui, contadas por ele mesmo ! Agora vou compartilhar com todos as verdades sobre sua vida como ele contava ! vou botar cada parte de uma vez ! Para termos tempo de apreciar !!! Iê capoeira angola camara !!!

Segunda parte : Sobre a sua vivência e sobre os grandes mestres e capoeiras de sua época. Passei muito tempo para fazer estas entrevistas, me dediquei a este projeto de registro de suas historias. Um documento de muito valor que deve ser escutado com muita atençao e respeito, sem intençao de deturpar ou usurpar as palavras do Mestre. Escutar e aprender sao palavras importantes ! Humildade e respeito também ! E pra quem tem pressa de ouvir tudo deixo uma mensagem que Mestre Gato Preto sempre falou para todos que vinham perguntando e pedindo muito pra ele : " CAAALMAAA !"...

Essa Cantiga é bem comum em muitas rodas por aí. E o estranho é que cada um canta de uma forma. Maitá, Humaitá, MuayThai, Umaitá etc. O fato mesmo é que muitas músicas de Capoeira é fruto de acontecimentos verídicos do Brasil.

É impossível falar da Fortaleza de Humaitá sem comentar, da Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai. Os 3 se uniram contra o Marechal Solano López, depois que ele quis invadir a província argentina de Entre Ríos, e o Brasil, em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul (1865-70).

Um dos objetivos desta guerra era o Paraguai conquistar e arrasar a fortaleza de Humaitá que impedia a livre navegação do Paraguai.

Conquista de Humaitá: Em 5 agosto 1868 por forças navais e terrestres brasileiras que resultaram em Anulação da capacidade defensiva estratégica do Paraguai.

O Brasil enviou mais de 100 mil negros escravos para esta Guerra e muitos deles não voltaram. A importância deste movimento também representou a oportunidade de liberdade e também de reconhecimento social. Muitos negros Capoeiras não eram voluntários e sim pressionados/forçados a guerrear. O exército brasileiro era tido como “Exército de Macacos.” Os senhores donos de terras eram forçados a “doar” seus escravos negros para as guerras.

Veja uma história interessante que ilustra bem este post e também a influência dos Capoeiras na Guerra do Paraguai, animação feita em escolas da rede pública de Uberlândia, em oficinas de animação realizadas por Luciano Ferreira:

En savoir plus : www.iecamara.com.br